Antes de qualquer coisa, quero relembrar à moçada que enviem os e-mails para o yahoo. O hotmail só existe para… sei lá pra quê. Pra nada. Demoro meses para ver as mensagens de lá. Vamos juntos chorar pitangas lá yahoo que é amplo, confortável e tem lugar pra todo mundo.
No mais, os dilemas do dia são:
Caso 1 – Você diz que seu (amigo? paquera? namorado?) peguete não sabe que tipo de relacionamento vocês têm. Nem você. E vocês vivem discutindo a relação. E é chato isso, né? É tudo uma questão de conceito. Por que, o que você chama de cadeira, o outro chama de lugar para sentar. Tipo: ahhh, mas a gente pode sentar em qualquer lugar… não precisa ser necessariamente numa cadeira. Tá, mas cadeira é para sentar. Ah, depende, você pode ficar em pé nela. Tá, mas a cadeira que a gente tá falando é para sentar, porque apesar de você poder fazer o que quiser na cadeira, a função dela é para sentar. Tá, mas eu quero ficar em pé. Ou não. Tudo depende de quem está falando, entendeu? Não? Ah, então dane-se.
Caso 2 – Um dia depois de um encontro fantástico, você mandou e-mail e ela não retornou. Você telefonou e ela não atendeu. Fazer o quê, man? Perdeu, prayboy.
Caso 3 – Sobre o episódio de quarta, meu bem, não banque kátia-a-cega. Se algo parece com um cavalo, relincha como um cavalo e trota como um cavalo, pasme: é um cavalo. Pode ser branco, pode ter orelhas, mas creia: não é um coelhinho. Trota e relincha? Cavalo. Sem dúvida.
Caso 4 – O caso carioca é fácil de resolver, pense comigo: quantas vezes você já gastou tempo, perfume e simpatia com o target errado, hein? Milhares. A Internet seria um cupido eficiente, prático e legal se as pessoas fossem legais. Mas as pessoas são criaturas do pântano. No mundo virtual, como na vida, há quem coloque “ocupado”quando está “disponível”, “disponível”quando está “ao telefone”, “invisível” quando está “muito visível, no meio da pista, pegando geral”. Você pode puxar assunto, conversar, namorar, casar com alguém cujo status inicial era “indisponível”. Uma confusão. É claro que não vai dar certo. Mas seria tão prático, né? Deixar logo um link para o perfil do orkut, para número de celular, para envio de currículo anexo e questionário para os candidatos preencherem em caso de interesse. Idéia genial. Vou patentear.
Caso 4 – O que fazer pra seu ex esquecer o que você fez, terminar com a atual e voltar para você? Agora só voduoooo, filha. Mas noiz aqui não mexe com essas coisa não, viu, que noiz é de Deus.
Caso 5 – Depois de algumas semanas bancando o difícil, você mandou um e-mail singelo convidando aquela moça para um suco. Ela, sempre ela. Só que a criatura não respondeu a mensagem. Por quê? Bem, espera aí que eu vou buscar meu charuto, minhas cartas e meus búzios pra te responder. Ou a gente pode ficar aqui o dia inteiro enumerando razões possíveis, tipo, se você enviasse outro e-mail insistindo, ela poderia alegar que:
a) E-mail? Que e-mail? Eu não recebi nada!
b) Achei melhor não responder por educação. Tinha outras coisas pra fazer e isso não era prioridade.
c) Você enviou esse e-mail para a pessoa errada, não conheço ninguém com esse nome.
d) Suco? Oba! Aonde eu assino?
e) Preciso te contar uma coisa, assim, com muita sinceridade: eu não gosto de sucos. Pode ser café?
f) Eu não quis dizer não, mas também não quis dizer sim. Aí eu não disse nada.
g) Não respondi por que, infelizmente, não estarei na cidade na data sugerida. Estarei em Boston. Mas você pode agendar com a minha secretária uma outra data.
h) Posso levar meu atual namorado junto?
i) Desculpa, mas quem é você? Conheci um cara parecido contigo, mas isso faz muito tempo…
j) Eu não respondi por que achei que era uma piada. Ah!
k) Meu caro, pra me convencer a aceitar um convite, você vai ter que mandar mais uns 30 e-mails. Eu também sou uma pessoa difícil.
l) Desculpe só ter visto esta mensagem agora, mas esta caixa de e-mails já estava desativada a anos. Anota aí o novo endereço.
m) Um suco? Com você? Socorro!
n) Depende. É suco de quê? Com quem? Aonde?
o) Eu tenho recebido muitos convites interessantes. Se não pintar nenhum melhor até lá, eu apareço.
p) É claro que eu vou, seu bocó!
q) Obrigada pelo convite. Eu sei que você está tomando esta iniciativa com o intuito de estreitar laços antigos, mas, infelizmente, acho que não temos mais nada em comum. Foi um prazer conhecê-lo.
r) Olha, infelizmente, agora eu sou evengélica e só saio com pessoas da minha religião.
s) Ah, bom. Pensei que você não ia insistir…
t) Acho que não. Tenho medo dessa nossa história longa e enrolada acabar sendo tema de piada em algum blog idiota, sabe como é.
u) Aquele seu amigo bonitão também vai?
v) Soube não? Eu estou morando na Crarcóvia. Mande lembranças a todos!
w) Você já pensou em fazer esse convite pessoalmente?
x) Suco, nada. Bora pra balada!
y) Não. A resposta é não.
z) Nenhuma das alternativas anteriores, a verdade é que…
É fato que eu poderia continuar conjecturando indefinidamente, mas acredito que, se ela não respondeu, é por que não está interessada mesmo. Suponho eu. Va lá e pergunte, pô!
Bem, por hoje é só. Foi um prazer estar com vocês. Aproveitando as questões de múltipla escolha e o momento colegial-pedagógico para relembrar à rapaziada: mandem tudo para o yahoo, nada para o hotmail. Entenderam? Tuuuuudo para o yahoo, naaaaaada para o hotmail. Repetindo: tuuuuudo…
precisa de umas resposta para o amor
poderia me ajudar:?
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Muitooo bom! haahahahahah
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