Hoje eu estava numa rua do Centro, muito resignada na fila do caixa eletrônico aguardando para conferir o meu salário (que não saiu, eu já sabia, mas insisto em conferir) quando alguém esbarrou em mim. E nem me viu. E, antes de eu fazer algum comentário malévolo típico, reparei que tratava-se de uma moça tão feliz e saltitante que, bem, deixei pra lá, não é bom mexer com doido, ainda do tipo que fica saltitando numa quinta-feira nublada enquanto o resto do mundo pega fila de banco.
Aí, no fim da rua, eis que reaparece a tal moça saindo da lavanderia. Sorrisão na cara. Carregando um vestido num cabide, daqueles longos de festa, amarelo, enrolado num plástico grande, daqueles que a pessoa precisa levar com as duas mãos, como se ele fosse de vidro, como quem leva um bebê. Ela vinha voltando pela calçada tão senhora da rua, tão dona do mundo, tão confiante do chão debaixo dos pés que, bem, agora fui eu quem saí da frente pra deixar ela passar.
E a moça do vestido amarelo foi a coisa mais bonita que eu vi hoje.
E ali mesmo que eu lembrei que hoje é 30 de Setembro. É o dia da entrega da tese de mestrado à banca! Minha tese está sendo encaminhada hoje, data pelo qual eu sonhei e tive pesadelos nos últimos mil meses, uma data realmente importante dentro do contexto de investimento (de tempo, de graaana, de paciêêência) que eu estou vivendo agora e, tipo, eu deveria estar feliz. E a única coisa que eu senti ao lembrar disso foi… alívio.
Diria Machado, “As coisas não valem pelo que elas são. As coisas valem pelo que nos sugerem!”.
Não paro de pensar na moça do vestido.
Parabéns amigaaaaaaaaaaaaaaaa
Os portugueses vão morrer de inveja!!!
Eles nunca colocaram os olhos em uma tese tão bem feita. Vai v se não é isso q eles vão ter q dizer.
Bjs!
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tenho certeza que vai ser com LOUVOR!!!
bjsss
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