Mas tem que meditar. Por que a ciência recomenda, por que é o que todos dizem, basta melhorar a postura, fechar os olhos: vegetal, vegetal. Você pode começar imaginando um lugar bonito. Imaginou? Mas não um lugar que você já conhece, nem que quer conhecer, um lugar abstrato e bonito. Pode pensar também nas pessoas. Ninguém específico, pessoas do ponto de vista coletivo, na humanidade, um planeta repleto de pessoas girando sozinho no escuro do universo. Sinta o tempo passando por elas. Nem o seu passado, nem o seu futuro, apenas o tempo deslizando de leve – um momento presente metafísico, ponteiro de relógio marcando agora, agora, agora. Medite de verdade centrando-se na sua própria essência. Para além dos rótulos, dos papéis sociais, família, religião, carreira, personalidade – o que sobra, meu Deus? – pense nesse fantasminha translúcido chamado ‘essência de você mesmo’, seja lá o que signifique isso. Respire: vegetal, vegetal. Não abra os olhos. Não peça ajuda ao mundo. Não se agarre desesperadamente aos lugares habituais, às pessoas conhecidas, a um passado seguro. Encontre a paz dentro deste você desfragmentado e vazio, garimpe a razão da sua existência no vácuo. Você, o seu próprio Buda. Você, o seu melhor amigo. Fantasminha translúcido e autossuficiente. Não peça ajuda a ninguém. Confie no seu próprio umbigo.
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Se, um dia, alguém tiver êxito, explique-me como.
Eh por ai
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Boa dica Mariana. Obrigado!
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