(Jane Campion / Bright Star)
Archive for the ‘choro baldes (arte)’ Category
Mais do mesmo
Posted in choro baldes (arte) on dezembro 1, 2010| Leave a Comment »
Bright Star
Posted in choro baldes (arte), tagged Bright Star, filme, romance on novembro 29, 2010| Leave a Comment »
Manual do hedonismo
Posted in choro baldes (arte) on novembro 25, 2010| 1 Comment »
Me pego bebendo água em copinho plástico e me vem a imagem de Oscar Wilde abrindo a porta aos chutes e bradando: mas a vulgaridade da plebe é hedionda, Henry!
Dois ou três grifos meus em O Retrato de Dorian Gray:
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“É absurdo dividir as pessoas em boas ou más. As pessoas ou são encantadoras ou entediantes.”
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“Podemos perdoar um homem que faça uma coisa útil que não admire. A única justificação para uma coisa inútil é que ela seja profundamente admirada. Toda arte é completamente inútil.”
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“O intelecto é em si uma forma de exagero e destrói a harmonia de qualquer rosto. Assim que nos sentamos a pensar, ficamos todos nariz, todos testa ou qualquer outra coisa horrenda. Vejam esses homens que triunfam em qualquer profissão intelectual. São completamente hediondos!”
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“Existem momentos, segundo os psicólogos, em que a paixão pelo pecado, ou por aquilo que o mundo chama de pecado, domina de tal modo um temperamento que cada fibra do corpo, assim como cada célula do cérebro, parece estar possuída de impulsos temíveis. Em momentos desses, os homens e mulheres perdem o livre-arbítrio. Encaminha-se, como autômatos, para um fim terrível. É-lhes retirada a possibilidade de escolha e a consciência é morta ou, se conseguir sobreviver, vive unicamente para dar sedução à rebeldia e encanto à desobediência. Pois todos os pecados, como os teólogos não cansam de nos lembrar, são pecados da desobediência. Quando esse espírito supremo, essa estrela da manhã do mal caiu do céu, foi como rebelde que caiu.”
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“- Você está a namorá-lo escandalosamente – comentou Lord Henry para a prima – seria melhor que tivesse cuidado, ele é muito sedutor.
– Se o não fosse, não haveria combate.
– Nesse caso, são gregos contra gregos?
– Estou do lado dos troianos, eles lutaram por uma mulher.
– E foram vencidos.”
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“Havia aventuras amorosas em toda parte. Mas Veneza, tal como Oxford, conservara o cenário romanesco e, para o verdadeiro romântico, o cenário era tudo. Ou quase tudo.”
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“A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo.”
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“Todo mundo gosta de esbanjar o que mais necessita.”
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“- O que você é?
– Definir é limitar.
– Dê-me uma pista.
– Os fios partem-se. E você ficaria perdida no labirinto.”
Dia da Mary Jane
Posted in choro baldes (arte) on novembro 17, 2010| Leave a Comment »
CONVITE IMPERDÍVEL
Posted in choro baldes (arte) on novembro 11, 2010| 3 Comments »
Meus caros dois ou três leitores lá da Bahia,
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Tenho prazer em convidá-los para um programa imperdível: a mostra BELEZA PURA, exposição fotográfica comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra, no Salvador Shopping.
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Se você estava pensando num programa divertido para o fim de semana, não perca: são fotos da folia do nosso Carnaval!
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Mas se você tá sem grana pra se divertir, aproveite: é de graça.
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Se você curte mais uma programação cultural, encontrou: são 20 registros espontâneos do nosso folclore.
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Mas se você passou aqui só pra ler uns textos e essa minha ladainha não te convenceu de nada, apareça assim mesmo. Eu ficaria feliz! Aproveita é de graça e que é feito de coração. É só uma homenagem a essa terra que eu amo e a vocês todos, que me matam de saudade.
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Visitas recompensadas com gritinhos, elogios e agradecimentos fervorosos. Eu não perderia essa oportunidade. \o/
Dia da Amélie
Posted in choro baldes (arte) on novembro 5, 2010| Leave a Comment »
Sazonais
Posted in choro baldes (arte) on outubro 28, 2010| Leave a Comment »
Sabe aquela idéia dos banners sazonais daquele blog? Pois é. Só que eu pensei em fazer com fotos rotineiras também, coisas que eu vejo todo dia, ao invés das imagens de arquivo.
Agradecimento especial ao modelo anônimo que fingiu não me ver e continuou tranquilamente lendo seu jornal.
Beautiful
Posted in choro baldes (arte) on outubro 7, 2010| Leave a Comment »
Por uma quinta-feira mais elegante.
“Nós somos tão bonitos
Não importa o que eles dizem…”
Eu me remexo muito
Posted in choro baldes (arte) on outubro 2, 2010| Leave a Comment »
Então, e como sempre,
era só depois de desistir das coisas desejadas
que elas aconteciam.
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(Ou não, huahuahuaaaaaaaaaaaaaaa)
Clarice, claro.
Adaptação
Posted in choro baldes (arte), tagged mariana miranda on setembro 5, 2010| 1 Comment »
Acho que uma das minhas vaidades mais sinceras é receber boas indicações. Tipo, numa conversa, alguém bate no seu ombro e diz: leia o livro tal, é a sua cara. Ou ouça aquele disco. Ou visite àquele local. É claro que uma boa indicação pode ter diversas motivações (as preferências do interlocutor, o tipo de relação entre vocês, algum fato isolado), mas gosto de pensar que tem a ver com identidade. Com quem você é. (Ou pensam que você é).
Estes dias me indicaram o filme Adaptação e eu achei genial. Há diálogos ótimos:
– Para escrever sobre uma flor, mostrarei sua trajetória, algo que remonte aos primórdios da vida. Como a flor chegou aqui? Deduzo que todos os seres orgânicos que já viveram até hoje neste planeta são descendentes de uma mesma forma ancestral que adiquiriu vida num processo de evolução e adaptação. Uma jornada que todos empreedemos e que nos une a todos. Segundo Darwin, viemos todos do primeiro protozoário. E aqui estou eu. E estão o Laroche, a Orlean, a orquídea fantasma… todos presos em nossos corpos, presos em momentos da história. (…) Nós partilhamos o mesmo DNA. Meu Deus, e existe coisa mais solitária do que isso?
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– Darwin escreveu sobre essa orquídea.
– Charles Darwin, o cara da evolução?
– Sim. Segundo Darwin, uma mariposa com um bico de 30 centímetros a polinizava. Todos o chamaram de louco, até que acharam uma mariposa com uma probóscide de 30 centímetros. Quer dizer, bico.
– Eu sei o que quer dizer.
– Não mude de assunto. Não é disputa de quem mija mais longe. O que é maravilhoso é que essas flores têm uma relação especial com o inseto que as poliniza. Cada orquídea se parece com um tipo de inseto que é atraído por ela. Seu duplo, sua alma gêmea. Tudo que ele quer é encontrá-la. Daí ele voa, a avista e a poliniza. Nem a flor nem o inseto jamais percebem a importância deste ato, como saberiam que a sua dança dá vida ao mundo? E dá. Fazendo o que foram programados pra fazer, algo magnífico acontece. Eles nos ensinam a viver. É isso. Quando vir a sua flor, não deixe que nada se interponha no seu caminho.
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– Sabe por que gosto de plantas? Por serem tão mutáveis. A adaptação é um processo profundo. Temos de descobrir como sobreviver no mundo.
– Mas é mais fácil para as plantas, elas não têm memória. Apenas passam para a fase seguinte. Mas para as pessoas adaptar-se é quase vergonhoso, é como fugir!
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– Existem idéias, coisas e pessoas demais. Caminhos demais a seguir. Comecei a achar que é importante gostar de algo com paixão, pois isso reduz o mundo a um tamanho administrável.
A verdade é que a gente nunca sabe exatamente qual foi o ponto da trama que o interlocutor achou que seria “a sua cara” – pode ter sido a narrativa (confusa) ou a cronologia (invertida) ou algum dos protagonistas (o agricultor megalomaníaco ou o roteirista depressivo ou a escritora prolixa) – mas isso não importa. Importa é que algo num bom filme lembrou a mim. Não é uma vaidade justa? Cada vez que alguém me indica uma obra inteligente, eu ganho uma nova razão pra me tornar uma pessoa insuportável.






