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Archive for the ‘choro baldes (arte)’ Category

“– Você vive com seus inferiores – disse, entusiasmando-se indevidamente, como bem sabia, com o assunto. – E você se ajusta à rotina porque, de maneira geral, é uma rotina agradável. E tende a esquecer a razão de estar metida nela. Você tem o hábito feminino de dar excessiva importância ao detalhe, você não vê quando as coisas são importantes e quando não são. E é isso a ruína de todas essas organizações. É por isso que as sufragistas nunca conseguiram nada todos esses anos. De que serve realizar quermesses e reuniões de portas fechadas? Você precisa de ideias, Mary. Agarre-se a alguma coisa grande. Não se importe em errar, mas não se perca em ninharias. Por que não abandona tudo por um ano, e viaja? Veja algo do mundo. Não se contente em viver toda a sua vida com meia dúzia de pessoas numa estrada.
Mas sei que não o fará – concluiu.”

(Virginia Woolf / Noite e Dia)

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Expectations-vs-Reality 500 dias com ela

(Scott Neustadter e Michael H. Weber / 500 Dias com Ela)

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“Querido Franklin, não sei ao certo por que o incidente banal desta tarde acabou provocando em mim a vontade de lhe escrever. O fato é que, desde que nos separamos, o que mais me faz falta, acho, é chegar em casa e ter a quem contar as curiosidades narrativas do meu dia, do jeito como um gato às vezes larga um camundongo aos pés do dono, as pequenas, modestas oferendas com que os casais se brindam, depois de revolver quintais diferentes. Se porventura você estivesse instalado em minha cozinha, lambuzando pasta crocante de amendoim no pão de Branola, embora fosse quase hora do jantar, eu mal teria tempo de largas os sacos de compras, um deles vazando uma gosma viscosa, transparente, e já estaria vomitando a minha historinha, antes mesmo de reclamar, contrariada, que jantaríamos massa dali a pouco, portanto, será que daria para você fazer o favor de não comer o sanduíche inteiro?”.

(Lionel Shriver / Precisamos Falar Sobre o Kevin)

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Conheci o projeto hoje, achei bonito.

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sob o sol de toscana

“Entre a Áustria e a Itália, há uma parte dos Alpes chamada Semmering. É uma parte incrivelmente difícil de subir, no alto das montanhas. Eles construíram um trilho nestes Alpes para ligar Viena e Veneza, mesmo antes de haver um trem que pudesse fazer a viagem. Mas eles construíram porque sabiam que, algum dia, o trem chegaria.”

(Audrey Wells/Sob o Sol de Toscana)

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Em 1600, todo mundo gostava dos quadros de Caravaggio por que eles eram quase reais, pareciam uma fotografia. Aí, dois séculos depois, inventaram a fotografia e aquelas pinturas que ficavam tentando imitar a realidade já não faziam mais tanto sentido para o público.

Aí os pintores resolveram fazer pintura abstrata. Só que os fotógrafos inventaram a manipulação de negativos e o Photoshop e a fotografia também fugiu da realidade – de repente, a pintura abstrata também já não fazia mais tanto sentido para o público.

Nos últimos anos, a tendência é fazer fotos que parecem pinturas. Como neste trabalho de Christy Lee, que fotografa debaixo d’água, utiliza técnicas de iluminação modernas, um elenco de vinte dançarinos aquáticos, piscinas especiais e câmeras de última geração submarinas para imitar as obras barrocas. Mais exatamente imitar as obras de Caravaggio.

De fato, ficou parecido. Ficou sofisticado, ficou bonito. Ok.

Mas o cara não fazia exatamente a mesma coisa em 1600, absolutamente sozinho, usando um mísero pincel?

Rs. \o/

O mundo anda muito complicado, é isso que eu acho.

Rogers_0513_The Heart is a Lonely Hunter
Rogers_0133_Reckless Unbound
Rogers_9890_Unbreathe Me (1)
Rogers_9994_The Innocents

(Christy Lee Rogers / Reckless Unbound)

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“No bojo da noite, na poltrona de um avião ou de um trem, ou no convés de um navio, a gente sente que não está deixando apenas uma cidade, mas uma parte da vida, uma pequena multidão de caras e problemas e inquietações que pareciam eternos e fatais e, de repente, somem como a nuvem que fica para trás. Esse instante de libertação é a grande recompensa do vagabundo; só mais tarde ele sente que uma pessoa é feita de muitas almas, e que várias, dele, ficaram penando na cidade abandonada. E há também instantes bons, em terra estrangeira, melhores que o das excitações e descobertas, e as súbitas visões de belezas sonhadas. São aqueles momentos mansos em que, de uma janela ou da mesa de um bar, ele vê, de repente, a cidade estranha, no palor do crepúsculo, respirar suavemente como velha amiga, e reconhece que aquele perfil de casas e chaminés já é um pouco, e docemente, coisa sua.”

(Rubens Braga / A Viajante)

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#42

tirinha_snoopy

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los hermanos de onde vem a calma

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