Resumo da minha vida atual, na voz de Veríssimo:
“O labirinto é o caminho mais rápido entre o ponto A e o ponto B para quem queria chegar ao ponto C.”
Posted in gêmea má (maledicências) on maio 12, 2010| 3 Comments »
Resumo da minha vida atual, na voz de Veríssimo:
“O labirinto é o caminho mais rápido entre o ponto A e o ponto B para quem queria chegar ao ponto C.”
Posted in gêmea má (maledicências) on abril 10, 2010| 1 Comment »
Venho eu bem feliz mandar noticias do mundo de la, contar resenhas da viagem e dizer que estou viva, mas acho que so vai dar pra executar o terceiro objetivo. Uma lan house sem web cam? Tudo bem. Sem microfone? Tudo bem. Mas sem acento no teclado fica demais pra a minha tolerancia cultural. Ingles nao usa acento, nao usa piscalerta, nao usa shampoo e acha que ninguem mais usa! Vou deixar pra escrever amanha por que eu quero o meu dinheiro de volta agoraaaaaa!
E o povo ainda me pergunta por que nao ha paz no mundo.
Posted in gêmea má (maledicências) on janeiro 31, 2010| 3 Comments »
Primeiramente, antes de te falar sobre o que interessa, eu vou contar uma história. Mais uma história. É sobre uma notícia que eu li outro dia no jornal, o caso da rede de supermercados Jumbo, famosa por aqui, que proibiu a venda do livro A Casa dos Budas Ditosos em suas lojas. O argumento era simples: eles não consideravam o conteúdo adulto do romance apropriado para as prateleiras de um mercado de família e resolveram não vendê-lo.
Acontece que o autor do livro é o João Ubaldo Ribeiro e a censura pegou mal. A mídia considerou o veto abusivo, os consumidores acusaram o supermercado de tirania, escritores protestaram contra a censura, os ânimos se exaltaram e a Casa dos Budas virou casa da mãe joana. Em vão. Por que não adiantou de nada e o carregamento da publicação voltou fechado e selado para a editora.
Eu, que já havia lido o livro, nem vou entrar aqui numa de aprovar ou desaprovar o conteúdo, por que essa não é a questão. A questão é que vivemos numa democracia. E tirania seria obrigar um supermercado a vender um livro, correto? Até onde eu sei, o Jumbo é uma propriedade privada e pode colocar ou retirar de suas prateleiras o que bem entender: o mercado não quer vender o livro? Tudo bem. O mercado não quer vender cadernos? Tudo bem. O mercado não quer vender arroz, sabonete, banana nem abacaxi? Tudo bem, tudo ótimo, ele tem todo o direito de não vender o que quiser. E a concorrência tem todo o direito de tirar proveito disso.
Mas o que me intrigou mesmo foi o fato desse desgaste de imagem ser completamente desnecessário para o Jumbo. Imagino que o supermercado teria milhões de formas de evitar a polêmica, de não vender o livro sem censurar o livro: era só aceitar o carregamento e deixá-lo no depósito. Ou trazer do depósito e deixar no fundo da prateleira. Ou colocar na prateleira que fica depois da sessão de jardinagem – enfim, há mil maneiras de boicotar um produto sem levá-lo às manchetes de jornal. Mas o Jumbo fez a censura publicamente e, depois disso, A Casa dos Budas Ditosos nunca vendeu tanto. Sorte do Ubaldo.
Pois bem. Eu estou dando essa volta toda para falar sobre o fato de ter sido bloqueada no MSN.
Por motivos diversos, existe uma pessoa que não quer falar comigo. E o caminho mais fácil para qualquer insatisfeito seria este: brigar, gritar, fazer estardalhaço, mas não – essa pessoa simplesmente me bloqueou no MSN. Só alguém que estudou marketing faria isso.
Eu sei que estou sendo tratada como um livro rejeitado graças ao meu conteúdo impróprio e estou aqui para reclamar o meu direito à polêmica. Eu compreendo plenamente as razões pelas quais eu estou levando um gelo e por que a minha doce existência está sendo ignorada por tempo indeterminado, mas, para começo de conversa, é preciso esclarecer um detalhe: quem é infantil e estúpida não sou eu. É a minha gêmea má. Todo mundo sabe que eu jamais faria as coisas que eu faço. Minha tentativa de hoje é de esclarecer o óbvio – que eu estou errada, que ele está certo, you know, I’m no good – e mobilizar a solidariedade alheia, afinal, quem nunca na vida se chateou com as atitudes loucas de um amigo sem-noção que atire a primeira pedra. Nele, claro.
Meu pedido é o seguinte: meu caro, por favor, esqueça tudo o que eu fiz e vamos investir na velha fórmula: falta de vergonha + falta de memória que vem dando certo há tantos anos de amizade e brigas e verões passados ao lado desta idiota que só perde o cargo de pessoa mais idiota de todos os tempos por que tem amigos incríveis. E os amigos salvam tudo. Pra eu resgatar a minha dignidade do subsolo e usufruir desta preciosa convivência digital da qual fui privada durante os séculos e séculos deste último mês, eu faço o quê??? Eu preciso mudar de conduta? Ok. Eu preciso te pedir desculpas? Ok. Eu preciso me humilhar publicamente na rede mundial de computadores? Ok, ok, não vamos economizar chibatadas, mas me desbloqueie. Me desbloqueie da droga do MSN por que ser deixada neste depósito empoeirado é uma meerdaaaaaaa.
É isso. Sinto a sua falta. Feliz aniversário.
Posted in gêmea má (maledicências) on janeiro 8, 2010| 2 Comments »
Respeitável público de meia dúzia de leitores,
o blog fez um ano e era pra eu comemorar com um post de avaliação, mas… enfim, não postei. Como ao longo do ano rolaram algumas perguntas (por scrap, por e-mail e ao vivo), daí eu fiz um top 10 das dúvidas mais frequentes e respondi, pra não passar em branco. Daí, se aparecer qualquer outra dúvida, é só mandar que eu respondo. No aniversário de 2010.
1 – Por que o blog não tem galeria de seguidores, banners e outros adereços? Por que o wordpress é meio pobrinho. Pensei em mudar para o blogger, mas não sei se vale a pena perder esse endereço. Não sei o que fazer, não sei o que fazer…
2 – Por que demora tanto de atualizar? Por que a idéia inicial era de um post por semana (é que eu tinha aula de jornalismo digital uma vez por semana). Sugestões?
3 – Por que o layout é tão feio? Por que… fui eu que fiz! Hahaha! Ok, vou trocar.
4 – Por que você não responde aos comentários? Por que isso é contra a minha religião. Adoro todos os comentários comédia, mas se eu respondesse perderia a graça. Talvez por isso tanta gente comente por e-mail. (Vocês alegam privacidade, mas eu sei o que o povo quer é feedback).
5 – Por quê meu nome não apareceu naquele texto? Bem, eu tento não citar nomes por por que tem muito psicopata na Internet (coloquei meu endereço aqui e vi no que deu). Mas você é esperto e vai perceber quando eu estiver falando de você.
6 – Por quê você não escreve mais sobre os temas políticos? Bem, eu até cometo esse pecado às vezes, mas é que essa não é a proposta. A proposta é reclamar da vida! Preciso manter o foco no meu umbigo, entende?
7 – Por quê não temos mais aqueles longos textos dor-de-cotovelo por aqui? Por quê quando eu publicava sobre a minha vida sentimental na Net tudo dava absolutamente errado pra mim. Daí parei de publicar, apaguei alguns posts e tudo passou a dar absolutamente certo! Logo, concluo: de quem era a culpa por todos os infortúnios-azares-desprazeres da minha vida particular? Do blog, claro! Daí agora esses textos vão para a gaveta dos impublicáveis – lugar seguro, tranquilo, com cachorro na porta, essas coisas.
8 – Por quê você não escreve mais contando das viagens? Por que eu sou facilmente impressionável, por que os textos viriam cobertos de açúcar, por que eu acho que vocês iriam odiar! E também por que a proposta do blog é reclamar da vida. Não podemos perder o foco, galera! Lamentar, implicar e maldizer! Deixa os relatos de viagem lá, na gaveta dos impublicáveis.
9 – Por que você escreveu Funtana com O? Por que eu sou meio burra. Sério. Se der pra mandar uma mensagem sugerindo a correção, ótimo. A boa gramática agradece.
10 – Por que você apagou aquele comentário? Eu não apago comentários. E tenho até uma curiosidade sobre eles: por que o número de comentários de um post é sempre inversamente proporcional ao de visitas? O texto aparece lá, abandonado, ninguém comenta o coitado, mas é sempre nele que as visitas estão bombando! Por que quando eu conto algo estritamente pessoal a audiência aumenta? Por que os visitantes anônimos insistem em continuar anônimos? Por que o céu é azul, os pássaros cantam e as crianças rolam na relva? Por que, meu Deus, por que?
É isso, espero que tenha ajudado, galera. Aquele abraço.
Posted in gêmea má (maledicências) on janeiro 3, 2010| Leave a Comment »
Posted in gêmea má (maledicências) on dezembro 17, 2009| 3 Comments »
Hoje à noite, Portugal, Espanha e Marrocos passaram por um abalo sísmico de 6 graus na escala Richter. Na verdade, foram 16 abalos, mas esse foi o mais sentido e, segundo as autoridades, não será o último. Alguns muros desabando, algumas pessoas correndo pela rua, nada grave. Grave é ver a previsão da National Geographic, feita em 2004, se concretizando: “Lisboa poder vir a sofrer um novo sismo, em tudo semelhante ao de 1755, que praticamente arrasou o capital portuguesa. Segundo alguns especialistas, o terremoto de 1755 terá sido consequência da actividade do sistema de placas subterrâneas, cujo movimento continua a ser detectado, deixando no ar a possibilidade de que um novo abalo, de consequências devastadoras, possa voltar a repetir-se na Península Ibérica”.
Alguém lembra do abalo de 1755? Segundo relatos da época: “O terremoto ocorreu na manhã de Festa de Todos os Santos, durou de três a seis minutos, causando fissuras de cinco metros de largura no chão do centro da cidade. Os sobreviventes fugiram em busca de espaço aberto e foram capazes de observar o recuo das águas, revelando o fundo do mar coberto de destroços e navios submersos por séculos. Quarenta minutos depois do terremoto, três ondas de seis a vinte metros subiram o rio Tejo e deixaram vítimas também em Marrocos. Nas áreas não afetadas pelo tsunami, o fogo se levantou e as chamas varreram a cidade durante cinco dias”.
Conclusão: o mundo está se acabando. Pelo menos do lado de cá. Achei que seria em 2012, como sugeriu, garantiu e prometeu Nostradamus, mas a festa já começou. Música, maestro.
Posted in gêmea má (maledicências) on junho 2, 2009| 6 Comments »
Posted in gêmea má (maledicências), vasto mundo (viagens) on maio 21, 2009| 7 Comments »
Uma moradora de rua, empurrando um carrinho de sucatas:
– Que estás a fazer aqui tão cedo?
– Esperando o ônibus.
– A passar, a passar. E acaso vais pegar o auto-carro para quê?
– Estou indo estudar.
– E estudas oquê?
– Jornalismo.
– Deixa-me ver se tenho algo para ti – falou remexendo o carrinho até achar dois jornais usados – Toma, para estudares. Para ficares esperta, gaja, e ao menos saberes que nesta rua não passa auto-carro!
– Ah… obrigada…


Posted in gêmea má (maledicências) on maio 13, 2009| 3 Comments »
Posted in gêmea má (maledicências) on abril 17, 2009| 4 Comments »
Diálogo doméstico com minha amiga gaúcha:
– A internet está fora do ar de novo. Piooor…
– Mesmo? Pior do que oque?
– Pior de pior, modo de falar. Acho que aquele técnico tá encerando a gente. Vamos ter que chamar ele outra vez.
– Chamar de novo aquele fulêro? Aoooonde…
– Aqui em casa.
– Não, digo, não vamos chamar ele, não. Como era o nome dele? Éder? Liga logo para a central fazendo queixa e deixa ele receber a galinha pulando.
– Que galinha?
– Melhor ainda: vamos lá no balcão de atendimento falar desse mané.
– Pior… Vamos agora, então. Sem internet não dá pra a bola. Fora da casinha.
– Bola fora de quê?
– De nada, esquece esse bibibi. Cadê a nota fiscal?
– Tá aqui. Bom, bora antes que anoiteça. Dureza é ter que sair nesse frio pra ir fazer queixa daquele paspalho. Me deixe, viu, Varela…
– Mas o nome dele não era Éder?