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Archive for the ‘vasto mundo (viagens)’ Category

E o sol. estava. queeeeeente.

(Saara Ocidental, 10:00-19:00)

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My day life

(Marrakech, 16:30, 15 graus)

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Plaquinha na estação de trem.

(Em Marrocos até segunda ordem. A guerra vai muito bem, obrigada.)

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A gente filma o chão, filma o teto, põe o dedo na lente e perde o foco. Hoje eu estava editando alguns vídeos de viagem e me deu pena deletar essas pérolas sem, antes, fazer uma homenagem à nossa completa falta de talento.

Os demais protagonistas tiveram suas identidades omitidas para evitar a fadiga.

De nada.

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“Pois te esquecerás dos teus sofrimentos e deles só terás lembrança como de águas que passaram. A tua vida será mais clara que o meio-dia e, ainda que lhe haja trevas, serão como a manhã. Sentir-te-ás seguro, porque haverá esperança. Olharás em derredor e dormirás tranqüilo. Deitar-te-ás e ninguém te espantará. Tudo estará ao teu favor.”
(Jó, 11:16-19)

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Vila de Bruges, Bélgica. A 100 km de Bruxelas, 15 graus.

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Quando a gente desembarcou no aeroporto era tanto carpete, veludo, vitrine dourada e lustre de cristal que eu poderia dizer que fiquei desconcertada com tanta opulência, que não me senti à vontade dentro daquele luxo ostensivo. Mas seria uma mentira descarada. Eu tava era adorando tudo aquilo. Eu no meio daquele lugar bonito, com tanta gente bonita, com tanto tapete vermelho, com tanto comissário alto-fino-luvas-brancas sorrindo e abrindo portas e estendendo a mão – you are wellcome, lady Mariana Miranda – ah, isso afeta gravemente o coração de uma moça criada em Brotas, gente. Eu queria era ligar dali mesmo pra minhas tias lá da Bahia: tia Anaaaaa, eu cheguei láááá, eu tô no topooo, conta pros primoooo.

Chovia em Amsterdam, aliás, sempre chove em Amsterdam, o que eu considero muito justo. Por que, bem, não se pode ter tudo na vida. Uma cidade não pode ser bonita + rica + bem-humorada + ícone da liberdade de comportamento no mundo inteiro e ainda ter um sol tropical. Não pode. Seria contra as regras da natureza, as leis da compensação, onde fica a justiça divina? Foi lá que nasceu Van Gogh, foi lá que nasceu Rembrandt, foi lá que começou tanta coisa bacana que o justo mesmo é que chovesse. Granizo. Três vezes ao dia.

A gente deu uma primeira volta pelo bairro e havia barco-casa flutuando com rede na varanda, jardim de foto de calendário, tudo tão doce que nem dava para imaginar aquele cenário virando do avesso durante a noite. Mas vira. Vira uma multidão doida andando no escuro, música, festa, carrossel de neon, gente louca abraçando desconhecidos na rua e pulando na chuva e subindo na mesa e fica fácil perceber que essa fama de que os holandeses vendem cigarro de maconha em todo lugar é uma grande besteira. Não é verdade. Eles vendem picolé de maconha, pirulito de haxixe, chiclete de cogumelo, sorvete de lisérgico, esse negócio de cigarro já saiu de moda há muuuito tempo.  

E eis que a pessoa segue no meio daquela festa, daquela turba, daquela cidade onde você pode andar pelado, tatuar a testa, subir na mesa, mas se atravessar a rua fora da faixa de pedestre, vai preso. Gente, eu só queria passar para a outra calçada! Ser fichada por transgressão e desordem em plena Sodoma européia, meu Deus, é agora que eu vou ligar pra Salvador: vóóó, eu tô dando trabalho na Holandaaaa, maginaaaa!

Sobrevivi. A minha mala, não. Na confusão, molhou a roupa toda, minha mãe já tinha me dito pra comprar outra mala desde sempre e eu pensei: tudo bem, vou comprar agora, uma mochila holandesa deve ser muito mais duradora, confiável, até por que eu não consigo imaginar toda essa gente loira fina-elegante-e-sincera que fala essa língua difícil cheia de consoante e cedilha e trema, de repente, gritando:

– Jeez, neuken ittou de rugzak en klopte alle spullen op de vloer!

(- Eita, porra, a mochila pocou e a tralha foi toda na chom!)

Claro que não, eles são phinos. Mas, gente, quem consegue entrar em loja nenhuma com tanta música tocando lá fora, hein? Com tanta ponte abrindo no meio, com tanta gente dançando naquela Disneylândia para maiores de 18 anos que faz com que qualquer outro ambiente pareça meio sem graça, acho que eu não comprei mochila nenhuma por quê, no fundo, eu não queria fazer as malas. Ah, eu queria era ficar. Nunca mais sair daquele oásis colorido, daquela ilha purpurinada, meu Deus, eu precisava ir embora – eu estou sempre indo embora – e o fato de estar naquela cidade fabulosa nem era mais o problema. O problema era o resto do mundo! Era o resto do mundo que precisava parecer um pouco mais com Amsterdam.

Embarquei sem mala nenhuma, com as coisas caindo do saco. Deixando um pedaço de mim para, quem sabe um dia, ir buscar.

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“Se você sentir saudade,
por favor, não dê na vista.
Bate palmas com vontade,
faz de conta que é turista.”

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La vie en rose

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