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O telefone tocou e eu me detive de atender imediatamente, por surpresa e por teimosia. É claro. Eu ainda tinha na minha agenda o número da sua casa, sabia quem era, mas resolvi deixar chamar três ou quatro vezes, por que era o mínimo que eu podia te fazer esperar depois de seis anos de birra. Que inferno, já faziam seis anos. Eu pensei em atender perguntando quem era, como se não reconhecesse o número. Ou pensei em atender e dizer que estava ocupada, que ligasse mais tarde. Você disse que nunca mais ia me telefonar e que nunca descumpria uma promessa. Nunca ligou mesmo. Mas também nunca apagou a nossa foto na rede social. Uma vez, gravamos um filme na sua casa e era um filme sobre a loucura, sobre gente que perde a razão, sobre uma busca metafísica por um sentido maior para a vida. E o filme nunca ganhou um único prêmio. Outra vez acampamos com os colegas e escrevemos outros roteiros e acampamos tantas outras vezes e a gente nunca soube aonde os roteiros foram parar. Você tinha uma tia militante na África do Sul, eu tinha um tio ilegal na Irlanda e a gente tinha, às vezes, uma vontade tão grande de mudar de vida. No fundo, acho que a gente seria amigo até hoje se nós não fôssemos pessoas tão… difíceis. Tão desastradamente difíceis. E, talvez por isso mesmo, por só entender isso agora, eu fiquei realmente feliz por você telefonar. Enfim, enfim. Ainda deixei o celular tocar pela quinta vez e finalmente atendi, por que eu já tinha teimado o suficiente e por que você podia acabar desligando. E, apesar de tudo, eu queria te dizer isso. Que eu estava feliz por você ter ligado.
Mas não era você. Era a sua família.
E esse ano perdeu muito do brilho.
E parece irrelevante pensar nisso agora, mas eu não me desculpo por ter achado que seria você do outro lado da linha. Como se eu não te conhecesse tão bem.
De fato. Você jamais esqueceria uma promessa, Marcos.
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“Nunca o vi perder o controle. Há três regras básicas que aplica em suas relações humanas: não é pessoal, cada um é responsável por seus sentimentos, a vida não é justa. Onde aprendeu isso? Com a máfia italiana, imagino: dom Corleone. Tentei em vão seguir seu caminho da sabedoria: para mim tudo é pessoal, sinto-me responsável pelos sentimentos dos outros, inclusive no caso de gente que mal conheço, e carrego mais de sessenta anos de frustração porque não posso aceitar que a vida seja injusta.”
(Isabel Allende / A Soma dos Dias)
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Diz quanto tempo ainda te resta que eu te direi o que desperdiçar comigo. (Caco Ishak)
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Nesta quarta-feira, interminável quarta-feira:
– Alô, Mari? Bom dia: bati seu carro.
– OQUÊ?
– Ontem de noite.
– MEU CARRO NOVO?????????????
– Mas eu conserto!
– EU NEM FIZ O EMPLACAMENTO AINDA!!! PQP!!!
– Inexperiência…
– Você dirige a DEZ ANOS!
– Eu nunca aprendi direito.
– FUI EEEEEU quem te ensinou a dirigir, SUA BISCA ÉBRIAAA!!!! CACHAÇA é uma merda. É. UMA. MER. DA!
– Mas eu vou consertar.
– CLARO que vai. Alguém se machucou?
– Só eu. Mas aí apareceu um amigo meu na rua e ele ajudou. Aí ele me levou na famácia, a gente conversou. Depois eu levei ele em casa. Acho que a gente está namorando.
– Oquê??
– É. Acho que a gente está namorando.
– Já?
– Já!!! Ele é lindo!!
– …
– É sempre assim, né?
– O quê?
– Adoro usar suas coisas. É incrível. Sempre me aparece alguém.
– …
Ciganinha Miranda, trago seu amor em três dias. Um peguete solto na pista ou o seu dinheiro de volta. Ligue djá.
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“- Eu te digo… Ela jogou a peruca para fora da janela. Foi a melhor coisa que já me aconteceu.
– Que bom.
– Eu sinto que o meu velho eu está emergindo novamente. Totalmente antiquado, completamente inseguro, paranoico, neurótico, louco…
– É bom ter você de volta.”
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(Larry David e Jerry Seinfeld/Seinfeld)
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Só queria comentar que um aleatório acaba de me marcar num post do Facebook convidando para um evento contra o aborto e contra a união gay numa caminhada pela preservação da espécie humana.
Peço a Deus pra ser engano.
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