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Posts Tagged ‘mariana miranda’

O texto da Raquel me lembrou que, este mês, também teve o aniversário da minha priminha. Uma legião de crianças enlouquecidas no playground, bolo e guaraná, vocês sabem. E tinha esse menino, o Luquinhas, um dos colegas de sala, que acompanhava a algazarra sentado num banquinho com um copo de Fanta na mão, como só um autêntico nerd de 11 anos poderia fazer. Ele ainda tentou puxar assunto com a anfitriã, mas ela estava ocupada em jogar as coleguinhas na piscina. Luquinhas observava meio bobo. Na hora do parabéns, foi o primeiro a se posicionar à mesa e então todos cantaram aquela canção que pergunta com quem será que a aniversariante vai casar.

– Vai dependeeer, vai dependeeer, vai dependeeer se o LUQUINHAS vai quereeer.

Ele ficou vermelhíssimo, rindo de nervoso. Pego em flagrante. Minha priminha olhou pra trás, impassível – vocês estão loucos? – e anunciou que iria cortar o bolo.

Depois da sumária rejeição pública, Luquinhas fingiu que aquilo não tinha acontecido. Encheu a mão de brigadeiro e saiu da roda muito honradamente, voltando para o banquinho com seu copo de Fanta. E não tirou os olhos do chão até o fim dos festejos.

Achei digno.

Achei distinto.

Luquinhas é o nosso Humphrey Bogart.
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bogart casablanca

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“– Você vive com seus inferiores – disse, entusiasmando-se indevidamente, como bem sabia, com o assunto. – E você se ajusta à rotina porque, de maneira geral, é uma rotina agradável. E tende a esquecer a razão de estar metida nela. Você tem o hábito feminino de dar excessiva importância ao detalhe, você não vê quando as coisas são importantes e quando não são. E é isso a ruína de todas essas organizações. É por isso que as sufragistas nunca conseguiram nada todos esses anos. De que serve realizar quermesses e reuniões de portas fechadas? Você precisa de ideias, Mary. Agarre-se a alguma coisa grande. Não se importe em errar, mas não se perca em ninharias. Por que não abandona tudo por um ano, e viaja? Veja algo do mundo. Não se contente em viver toda a sua vida com meia dúzia de pessoas numa estrada.
Mas sei que não o fará – concluiu.”

(Virginia Woolf / Noite e Dia)

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gonzaguinha musica

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Trouxe na mala uma coleção de caixas de fósforos decoradas com as músicas do Carlos Gardel. El Día que me Quieras, Volver, Por Una Cabeza, Noche Triste. Imaginou? Finalmente vamos queimar cartas e fotografias com uma trilha sonora adequada.

caixas de fosforo carlos gardel

(Montevideo, 20 de setembro de 2013, 10 graus)

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Expectations-vs-Reality 500 dias com ela

(Scott Neustadter e Michael H. Weber / 500 Dias com Ela)

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“Querido Franklin, não sei ao certo por que o incidente banal desta tarde acabou provocando em mim a vontade de lhe escrever. O fato é que, desde que nos separamos, o que mais me faz falta, acho, é chegar em casa e ter a quem contar as curiosidades narrativas do meu dia, do jeito como um gato às vezes larga um camundongo aos pés do dono, as pequenas, modestas oferendas com que os casais se brindam, depois de revolver quintais diferentes. Se porventura você estivesse instalado em minha cozinha, lambuzando pasta crocante de amendoim no pão de Branola, embora fosse quase hora do jantar, eu mal teria tempo de largas os sacos de compras, um deles vazando uma gosma viscosa, transparente, e já estaria vomitando a minha historinha, antes mesmo de reclamar, contrariada, que jantaríamos massa dali a pouco, portanto, será que daria para você fazer o favor de não comer o sanduíche inteiro?”.

(Lionel Shriver / Precisamos Falar Sobre o Kevin)

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Conheci o projeto hoje, achei bonito.

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#50

mochileiro5

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Nos anos 90, eu era adolescente e havia uma propaganda educativa na MTV com o slogan: “Camisinha, você nunca sabe quando pode precisar de uma”. E aquele anúncio me causava um profundo sentimento de inveja. Eu ficava imaginando que tipo de vida louca as pessoas levavam, por que eu conseguia imaginar perfeitamente em que tipo de situação uma camisinha poderia ser necessária. Sei lá, nunca me aconteceu de estar numa fila de banco e sentir falta de um preservativo. Minha vida devia ser mesmo muito sem graça.

Aí, ontem, eu fui procurar meu passaporte. E ele estava no porta-luvas do carro.

No porta-luvas do carro. Há meses.

Afinal, vai que estou na rua e me dá vontade de fazer um voo internacional? Resolvo emigrar e não dá tempo de passar em casa? Voltando do trabalho, sinto uma necessidade profunda e ardente de visitar alguém em Paris?

Nunca se sabe. É uma vida louca, gente.

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#49

so noticia bosta

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