Sol no céu, dia lindo e eu aqui imprimindo currículo de novo. Chato. Coloca papel, digita enter, retira a página, grampeia, coloca papel, digita enter, Tempos Modernos for ever. As dificuldades para me fixar num emprego variam: a) por que eu não me agrado da atividade ou b) por que eu não me agrado do salário ou c) por que eu não me agrado do chefe ou d) todas as alternativas anteriores. Bem, ninguém disse que seria fácil.
Daí, volta e meia recomeça a panfletagem de currículos e o agendamento de entrevistas que, depois de um tempo, parecem todas iguais. Você chega lá com cara de conteúdo, uma figura te recebe e oferece um café, depois o/a dono/a da bola aparece para fazer as perguntas: experiências anteriores, documentação, formação acadêmica… sono. No dia seguinte, o telefone toca – ou não. Daí vem a proposta financeira e é a sua vez de dizer que sim ou de dizer que, infelizmente, não será possível aceitar a remuneração oferecida por que você recebeu uma proposta irrecusável da empresa concorrente. Mesmo que isso não seja verdade.
Depois é voltar para a impressora e gastar mais uma resma de papel. Por que quem trabalha de graça é relógio e quem trabalha quase de graça é besta. Aliás, toda vez que recebo uma destas propostas de trabalho indecorosas, penso na importância da criação de um mecanismo que nos permitisse eletrocutar a pessoa do outro lado da linha. Nada violento, apenas uma descarga educativa que ensinasse o indivíduo a pensar com mais cautela antes de requisitar um profissional por salários irônicos. Mas a tecnologia nunca está onde se precisa dela.
Na falta deste importante equipamento pedagógico, basto-me em dizer não. Não, obrigada. Princesa Isabel mandou lembranças.
Agora senta e escuta porque que hoje eu resolvi despejar minha rabugice na internet e vou contar mais uma: a dos classificados de emprego. Anúncio número um: precisa-se profissional de nacionalidade européia capacitado para trabalhar sob pressão, executar multiatividades e atender a prazos mínimos. Ou seja, o indivíduo passa por assepsia étnica, assédio moral e acúmulo de funções antes mesmo de se candidatar! Isso é que é agilidade coorporativa. O anúncio seguinte parece menos taylorista: precisa-se de jovens de 20 a 30 anos para loja de perfumaria, favor enviar currículo com foto de rosto, perfil e corpo inteiro. Esse até é razoável. Para uma casa de meretrício, claro. E nem pediram pra mostrar os dentes.
O último se superava: precisa-se de rapaz entre os 25 e 35 anos, com boa aparência, não-fumante, simpático, trabalhador, educado, com conhecimentos sobre comércio e atualidades para trabalhar em empresa de equipamentos hospitalares. Ah, bom. Eu já estava achando que era pra relacionamento-sério-com-moça-de-família.
Os anúncios portugueses são uma piada. A gente ganha pouco, ou nem ganha nada, mas se diverte.
Penso então que batemos o recorde de permanência, né? auahuahauahuahau Ou será que iludido é pior que doido, que nem diz Marili? aiaiaiaiaiaiai….
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Penso então que batemos o recorde de permanência, né? auahuahauahuahau
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Amiga!!
Q bom q voltou a escrever no blog.
Me divertir mt c esse texto…pena q as “tragédias” cômicas descrevam exatamente a realidade.
Saudade de ti.
Se cuida…eu irei rezar para todos os santos p q logo vc encontre a oportunidade perfeita…pois vc merece.
Bjs!!
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Flor, estou sem contato novamente. O celular roubado e voltei a trabalhar naquele lugar que vc conhece e que o acesso a orkuts, msn e outros são bloqueados. Portanto, só me restou essa maneira.
Adorei a assepsia étnica, me fez fazer o dowload por 5 segundos até entender.
Saudade,
Déa
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Já estava com saudades dos seus textos.
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