O telefone tocou. Desespero. E nem deu tempo de correr. O meu novo trabalho é o seguinte: circulo num shopping fardada e maquiada para promover os serviços telefônicos de uma holding. Só isso. Eu não posso vender celulares aos clientes, eu não posso vender créditos aos clientes, aliás, eu não posso nem informar as horas aos clientes por que qualquer atividade de cunho mental me é vetada. Tenho que sorrir e pronto. Além de circular, às vezes eu vou ao stand, que fica em frente a um supermercado. Zona perigosa. É que, por algum motivo, o povo daqui acha que t-o-d-a-s as pessoas que andam fardadas num raio de 1 km de distância de um supermercado trabalham só e unicamente para o supermercado. E te puxam pelo braço fazendo perguntas, bradando pelos direitos do consumidor, te acusando de propaganda enganosa, te arrastando para a prateleira tal para mostrar não sei o que que está pelo preço não sei qual enquanto eu sorrio desesperada tentando fugir e levantando uma legenda enorme onde está escrito: 1-eu não trabalho para o mercado; 2-eu não sei onde fica a sessão de laticínios; 3-eu não sou a moça do cartaz. Sim, por que, além de tudo, só uma mente insana poderia enxergar alguma semelhança entre mim e a garota propaganda do supermercado. E o problema é justamente este: o mundo está repleto de mentes insanas.
Em alguns minutos, sou resgatada do stand e enviada de volta aos corredores. Sã e salva, fico posando de outdoor ambulante a tarde inteira e, no fim do dia, depois de percorrer a São Silvestre em círculos, calculo que, daqui para setembro, já terei dado a volta ao mundo.
E é aí que a pessoa compreende por que o ordenado para este trabalho acéfalo é uma pequena fortuna: por que ele é muito chato!!! E uma criatura que topa um sacrifício desses (sorrindo!) merece mesmo grandes recompensas. Em dinheiro. Euros portugueses, por favor.
O fato é que o salário de agosto poderia financiar o pagamento de contas, a aquisição de bens supérfulos e a visita da cucaracha ao seu habitat natural. E passar o Natal em casa seria ótimo. Tudo se eu sobreviver a um mês de rímel, blush e simpatia andando em volta de um mesmo ponto feito irrigação de jardim. E conseguir voltar ao normal depois disso.
podia jurar que eu vi um add sense…
enfim
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uhahauuah
eu procurava a letra do raul, mas vc me divertiu por alguns instantes! fico visivel que eh um saco o seu trabalho, e eu sempre me perguntava se era tao chato qnto parecia…
bom, forca ai!
melhor ainda, vou clicar nos seus adds… ehhehehe
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hahahaha
Ótima, Mari! Vc é ótima!
Merece uma foto esse post.
Uma foto sua!
Boa sorteeeeee!
Força na peruca!
bjo
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Gostei!!!!
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Que trabalho masssssaaaaaa!!!!! rsrsrsrsrsrsr!!!!
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Amiga!!!
Manda uma ft…quero v vc toda maquiada…rsrsrs
Mt blush? rsrsrs
Aguenta ai…pq nós n aguentamos ficar s sua companhia no fim de ano…rs
Bjs!!
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Ué, você evoluiu o pensamento deste post para o próximo, cadê a síndrome do “Eu mereço”.
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Mari!!!!!
Entendo o que significa um trabalho chato!!!! Entrevisto crianças e mães a respeito de modelos de sandália que a Grendene ainda colocará no mercado. e eles só pagam bem pq é muito repetitivo: o que achou da sandália? que cor prefer? tem alguma parecida? preferia outro personagem? Isso para 75 crianças e mais suas mães!!!!! mas, às vezes, vejo respostas interessantes e é por isso que ainda faço… e pela viagem que farei em janeiro de navio, que estou pagando com esse dinheiro!!! Ou seja, entendo como se sente… Mas, digo que fico feliz com uma coisa: a idéia de ter vc junto em dezembro!
Beijo e boa sorte!
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Meu amor, vc é a simpatia em pessoa e nem precisa de rímel, blush. Estamos esperando vc no Natal.
Bjs,
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Mari meu anijunho de candura…
Você está numa situação daquelas hem?
Como dizia Dercy Gonçalves;
Quando vc pensar que está no mais profundo buraco…
lembre-se, que ainda não há terra sobre, ele e dê “Graças a Deus”…
e que Ele te abenços e ilumine todos os dias…em todos os momentos.
Tenho certeza que virás passar o Natal em família.
Beijão.
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