Inspirado em A Cabeça de Calcário, de Fernando Monteiro.
Era 2009. Fim de tarde, um dia banal, quarta, quinta-feira. Já havia uma cidade definhando – uma Lisboa de casarões abandonados e estátuas cobertas de limo, num luxo saudosista onde as casas envelheciam numa decadência adiada de quem ainda preferia pisar os trapos de veludo do tapete do que experimentar a realidade de um chão completamente nú. As guerras coloniais estavam perdidas, os navios já haviam voltado com seus combatentes mutilados e alguns ainda esperavam pela volta do salazarismo. Tudo era ausência à beira do Tejo. E foi num dias desses que eu conheci um homem chamado Baltazar.
(…)
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(Tem conto novo neste post aqui).
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