“Quem não tem amigo viaja sem bagagem.” (Pág. 32)
“Se o cansaço é uma velhice súbita, eu já me contava pelas últimas idades.” (Pág. 41)
“Ambos queríamos partir. Ela queria partir para um novo mundo, eu queria desembarcar numa outra vida. Farida queria sair de África, eu queria encontrar um outro continente dentro de África. Eu nunca seria capaz de me retirar, virar as costas. Eu tinha a doença da baleia que morre na praia, com olhos postos no mar.” (Pág. 90)
“A morte, afinal, é uma corda que nos amarra as veias. O nó está lá desde que nascemos. O tempo vai esticando as pontas da corda, nos estancando pouco a pouco.” (Pág. 118)
“Hoje é domingo. Amanhã também.” (Pág. 137)
“Naquela altura, não havia nenhuma elevação, tudo em volta era planície. O morto começou a crescer debaixo da terra e suas costas encurvaram, empurrando o chão. Foi assim que nasceu a montanha.” (Pág. 150)
“Por que esta guerra não foi feita para vos tirar do país, mas para tirar o país de dentro de vós. Agora, a arma é a vossa única alma.” (Pág. 194)
(Mia Couto / Terra Sonâmbula)
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