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Archive for the ‘choro baldes (arte)’ Category

“Brincávamos a cair nos braços um do outro, como faziam as atrizes nos filmes com o Marlon Brando, e depois suspirávamos e ríamos sem saber que habituávamos o coração à dor. (…) Eu ainda te disse que me doíam os braços e que, mesmo sendo o rapaz, o cansaço chegava e instalava-se no meu poço de medo. Tu rias e caías uma e outra vez à espera de acreditares apenas no que fosse mais imediato, quando os filmes acabavam, quando percebíamos que o mundo era feito de distância e tanto tempo vazio, tu ficavas muito feminina e abandonada e eu sofria mais ainda com isso. Estavas tão diferente de mim como se já tivesses partido e eu fosse apenas um local esquecido sem significado maior no teu caminho. (…) Caía eu nos teus braços, fazias um bigode no teu rosto como se fosses uma “Marlon Brando”. Eu, que te descobria como se descobrem fantasias no inferno, não queria ser beijado pelo Marlon Brando e entrava numa combustão modesta que, às batidas do meu coração, iluminava o meu rosto como lâmpada falhando.
A minha mãe dizia-me: Valter, tem cuidado, não brinques assim, vais partir uma perna, vais partir a cabeça, vais partir o coração.
E estava certa, foi tudo verdade.”

(Valter Hugo / Brincávamos a cair nos braços um do outro)

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“Dentro do cartão, eu dizia a Sam que o presente que eu estava dando a ela havia sido dado a mim por minha tia Helen. Era uma velha gravação em 45 rpm com Something, dos Beatles. Eu costumava ouvir todo o tempo quando era pequeno e pensava em coisas de gente grande. Eu ia para a janela do meu quarto e olhava meu reflexo no vidro e as árvores por trás e ouvia a música por horas. Decidi, na época, que quando conhecesse alguém que eu achasse tão bonita quanto a canção, eu daria o disco de presente a essa pessoa. E não quis dizer bonita por fora, eu quis dizer bonita de todas as formas que alguém pode ser. E assim, eu estava dando para Sam aquela gravação. Mas ela não sabia de nada disso.”

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“-Por que as pessoas boas escolhem as pessoas erradas?
– A gente aceita o amor que acha que merece.
– Mas nós não podemos mostrar a elas que elas merecem muito mais?
– Sim. A gente pode passar a vida inteira tentando”

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“Subi a colina onde costumava usar o trenó e pensei que todas aquelas crianças um dia iam crescer. E todas aquelas crianças iam fazer as coisas que nós fazemos. E todos eles beijarão alguém um dia. Mas, agora, andar de trenó era o bastante. Acho que seria ótimo se nos bastasse um trenó pelo resto de nossas vidas.”

“Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você as compreende.”

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“Bem-vindo à ilha dos brinquedos rejeitados!”

(Stephen Chbosky / As Vantagens de Ser Invisível)

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Esse é um ensaio fotográfico sobre a atmosfera que permanece depois das festas. Latinhas no chão, copos amassados, lixo. A autora Lauren Silberman, de NY, não comenta muito o ensaio, mas suponho que ela quisesse abordar a fulgacidade das coisas. Essa decadência instantânea dos ambientes – desde a decoração refinada preparada por dias até aquele amontoado deprimente de raspas e restos, tudo destruído em duas ou três horas. Tive a impressão de que festas diferentes (ricas, pobres, caretas, punks) terminam num cenário muito parecido – mesas desarrumadas, copos vazios, salão vazio, silêncio. Que o final é sempre parecido pra todo mundo.

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(Lauren Silberman / Afterparty)

Talvez a autora quisesse falar sobre isso, sobre o fim.
Ou não.

Jamais saberemos, rs.

O site é esse aqui.

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Mudei de médicos. E não posso deixar de achar engraçado o constrangimento dos doutores ao receber meu prontuário com indícios de envenenamento. Sentam do lado, seguram na mão, perguntam pela minha vida e sugerem uma visita da assistente social. Como lidar? Como explicar que não bebi veneno num vidrinho dourado tampouco quis dar cabo da minha existência?

Foi só uma passeata, moço. Eu estou mais pra homicida do que pra suicida.

Enfim. E já que minha única distração nesses dias é a internet, olha que legal essas montagens de cenas da manifestação mescladas com super heróis em quadrinhos. Os publicitários Alessandro Trimarco e Paulo Eugênio de Carvalho Moura que fizeram. Tem outras aqui.

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Pois é. Também não sei por que não pensei neste tipo de reforço antes.

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Todo esse clima de resistência repentino – que andava meio fora de moda aqui no Brasil – voltando às ruas agora, no meio do expediente, me parece a reprise de um filme bonito que a gente não lembra muito bem como termina.

Chamo de clima “repentino” por que toda gota d’água é meio inesperada mesmo. Mês passado eu escrevia um artigo sobre o uso de mídias sociais na revolução política do Egito e tudo me parecia absolutamente distante. Talvez ainda seja. Agora estou em Salvador, a metros de uma praça lotada, faltam 20 minutos para a manifestação, um barulho ensurdecedor.

Vou deixar vocês com a reprise de um filme sobre isso: resistência e beleza. Uma história sobre outra luta de classes que, até hoje, a gente também não sabe muito bem como termina.

(A Cor Púrpura, 1985, Steven Spielberg)

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“Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo (…) e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me no espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos nítido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desaparecido que a família procura em vão.”

(Rubens Braga / O Desaparecido)

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Gregory Colbert é um canadense que iniciou a carreira em Paris e hoje é dono da exposição fotográfica mais visitada do mundo. Ele foi à África e à Ásia registrar crianças e animais em silêncio. Para ele, “é impossível traçar o rumo de uma baleia, dirigir os gestos de uma águia, ensinar expressões a um bebê. Você não pensa como um elefante. É outra relação. Ou sente ou não sente”.

Acho que deu tão certo.

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(Gregory Colbert / Ashes and Snow)

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