E ele que não sabe nada, ele que não nasceu na Bahia, por acaso, por destino, perdido no nosso ensaio, show de suor e sodomia, o moço não sabe onde está, nêgo, na Babel miscigenada, Xanadú de purpurina, galera de navio negreiro em alto mar e à deriva que canta mais alto e mais forte e mais lindo e mais perto do céu e agora a gente dançando sobre a Zion vermelha, batucada, galhardia, multidão, massa, alvoroço, maré revolta que balança alucinada e o moço que se perde pra nunca mais, abraça, ri, chora, gargalha da festa mesmo que tardia, da febre coletiva e farta, inaugurada, descoberta, ele não nos conhecia, ele não se conhecia na Babilônia ritmada que ferve a cinqüenta graus e o chama a cada tambor feito sereia em cantoria, chão, caos e Carnavália, ele que não sabe nada, ele que não nasceu na Bahia.

Cena do fime Matrix III, cidade de Zion – do hebraico, Sião, a terra prometida.
Existem certas químicas e experiências que não podem ser explicadas.
Nelas, não se encaicham teorias ou suopsições.
Certos fenômenos não necessitam de compreensão. Precisam ser vividos!
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Linda, literalmente me apaixonei por seus textos. Vc consegue d vida. Pelo menos os q li até esta data, “vivi cada um deles”, é como se em cada letra, vígula, acentos e conotações pudessemos dizer “essa sou eu, ou faço parte disso”. É envolvente do inicio ao fim, e o engraçado é q sempre fica um gostinho de q esse fim não tivesse chegado. Parabéns!!!!!! Sou sua fã. Só falta o livro agora. bjs….
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Porra!!! Muito Bom… Quando é que sai o livro?
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