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Posts Tagged ‘mariana miranda’

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Na volta pra casa, eu passei na farmácia e comprei um protetor labial. E fui experimentando no espelho do elevador, pra ver se prestava. Aí entra uma senhorinha de coque e bengala.

– Boa noite.
– Boa noite.
– …
– …
– As coisas no seu apartamento devem estar animadas.
– Hum?
– Você está passando batom pra chegar.
– …
– Todo mundo que eu conheço passa batom para sair de casa. Você está passando batom para chegar em casa. E hoje é terça-feira. As noites no seu apartamento devem estar animadíssimas, mocinha.
– Eh…
– Juízo, hein? Boa noite.
– Boa noite.

Mariana Miranda, fazendo fama involuntariamente desde 1982.

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“Dentro do cartão, eu dizia a Sam que o presente que eu estava dando a ela havia sido dado a mim por minha tia Helen. Era uma velha gravação em 45 rpm com Something, dos Beatles. Eu costumava ouvir todo o tempo quando era pequeno e pensava em coisas de gente grande. Eu ia para a janela do meu quarto e olhava meu reflexo no vidro e as árvores por trás e ouvia a música por horas. Decidi, na época, que quando conhecesse alguém que eu achasse tão bonita quanto a canção, eu daria o disco de presente a essa pessoa. E não quis dizer bonita por fora, eu quis dizer bonita de todas as formas que alguém pode ser. E assim, eu estava dando para Sam aquela gravação. Mas ela não sabia de nada disso.”

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“-Por que as pessoas boas escolhem as pessoas erradas?
– A gente aceita o amor que acha que merece.
– Mas nós não podemos mostrar a elas que elas merecem muito mais?
– Sim. A gente pode passar a vida inteira tentando”

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“Subi a colina onde costumava usar o trenó e pensei que todas aquelas crianças um dia iam crescer. E todas aquelas crianças iam fazer as coisas que nós fazemos. E todos eles beijarão alguém um dia. Mas, agora, andar de trenó era o bastante. Acho que seria ótimo se nos bastasse um trenó pelo resto de nossas vidas.”

“Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você as compreende.”

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“Bem-vindo à ilha dos brinquedos rejeitados!”

(Stephen Chbosky / As Vantagens de Ser Invisível)

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Esse é um ensaio fotográfico sobre a atmosfera que permanece depois das festas. Latinhas no chão, copos amassados, lixo. A autora Lauren Silberman, de NY, não comenta muito o ensaio, mas suponho que ela quisesse abordar a fulgacidade das coisas. Essa decadência instantânea dos ambientes – desde a decoração refinada preparada por dias até aquele amontoado deprimente de raspas e restos, tudo destruído em duas ou três horas. Tive a impressão de que festas diferentes (ricas, pobres, caretas, punks) terminam num cenário muito parecido – mesas desarrumadas, copos vazios, salão vazio, silêncio. Que o final é sempre parecido pra todo mundo.

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(Lauren Silberman / Afterparty)

Talvez a autora quisesse falar sobre isso, sobre o fim.
Ou não.

Jamais saberemos, rs.

O site é esse aqui.

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Mudei de médicos. E não posso deixar de achar engraçado o constrangimento dos doutores ao receber meu prontuário com indícios de envenenamento. Sentam do lado, seguram na mão, perguntam pela minha vida e sugerem uma visita da assistente social. Como lidar? Como explicar que não bebi veneno num vidrinho dourado tampouco quis dar cabo da minha existência?

Foi só uma passeata, moço. Eu estou mais pra homicida do que pra suicida.

Enfim. E já que minha única distração nesses dias é a internet, olha que legal essas montagens de cenas da manifestação mescladas com super heróis em quadrinhos. Os publicitários Alessandro Trimarco e Paulo Eugênio de Carvalho Moura que fizeram. Tem outras aqui.

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Pois é. Também não sei por que não pensei neste tipo de reforço antes.

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De cama desde sábado.
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A verdade é que é difícil se sentir útil num movimento com um milhão de manifestantes. Concorda? Você sempre fica na dúvida se a sua participação é mesmo relevante quando pensa naquela multidão e olha pra si mesmo – metamorfoseado num monstruoso inseto. É possível que a galera que não foi às ruas tenha se perguntado a mesma coisa – eu sou mesmo necessário? – e que os outros se perguntem o mesmo nos próximos dias, quando as manifestações tiverem cumprido o seu papel e voltarem todos pra casa. Como saber se o movimento teve êxito? Você foi útil?

Sabe, nos três últimos confrontos, meu papel era ficar agachada no chão criando cartazes. Já havia fotógrafos o suficiente, jornalistas o suficiente, enfim. Bombas explodindo, apedrejamentos, o pessoal da área de Saúde atendendo às vítimas, o pessoal do Direito conseguindo as fianças e eu lá, debaixo de um carro com os malditos cartazes. Quando tudo à sua volta está explodindo e pegando fogo, é inevitável que você se pergunte que raios está fazendo ali. Eu corria naquele inferno ridiculamente abraçada a um maço de cartolinas. Quase morri fazendo isso, mas, né?

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Peça decorativa.

Que seja. Pois querem saber o que os manifestantes mais pediam quando solicitavam cartazes?

Eles não pediam slogans de guerra, não queriam heróis. Alguns temas nem eram destinados ao Governo. As pessoas me pediam pra criar frases sobre respeito, igualdade, comportamento, eram mensagens destinadas à você, caro leitor.

Por isso, essa é uma mensagem pra quem, neste importante momento histórico, quer colaborar. Quer saber o que os manifestantes exigem de você? Que seja uma pessoa melhor. Que não fure a fila no trânsito, por que você não é mais especial do que ninguém. Que não ria das piadas homofóbicas que seus amigos contam, elas não têm graça e possuem um efeito mais destrutivo que o de mil skinheads juntos. Não perca o senso crítico diante das técnicas cosméticas para alisar cabelo “duro”. Não faça gato de eletricidade nem se aproveite do dinheiro público. Se não gosta de política, abstenha seu voto, não eleja ninguém de forma irresponsável. Valorize a opinião do seu fisioterapeuta, enfermeiro e nutricionista tanto quanto a do seu médico, todos eles são diplomados. Se você tem uma queixa sobre um produto ou serviço, pare de dar faniquito no balcão e utilize os órgãos formais de denúncia – os funcionários não merecem e seu chilique pode virar algo útil. Não permita que alguns religiosos manipulem a palavra de Deus. Não estacione nas vagas para idosos. Não estacione na vaga para deficientes. Não deixe que nossos jovens gastem tanto tempo em academias de ginástica, eles estão virando uns idiotas. Saiba mais sobre os partidos políticos. Não beba antes de dirigir. Valorize os professores da sua infância. Não aplauda o jornalismo de William Bonner, você não é burro. Não apoie empresas que solicitam currículos com foto. Não cante músicas preconceituosas. Abra espaço no trânsito para as ambulâncias. Não permita que os garçons ignorem todas as damas da mesa para entregar a conta a um homem. Não compre um cachorro se não pode cuidar dele. Proteste contra o Estatuto do Nascituro. Seja respeitoso com quem vier lhe pedir dinheiro, oferecer um panfleto ou fazer telemarketing. Não fraude a carteirinha de estudante. Não fraude o Imposto de Renda. Seja ético quando ninguém estiver olhando. Mude de atitude. Chega de descaso por educação.

Mesmo que você, olhando para aquela multidão, tenha se sentido meio desnecessário, eles estavam falando com você. Por que a verdade é que alguma coisa mudou mas, no final, vai todo mundo voltar mesmo para o Facebook. Ainda insatisfeitos com a corrupção, com a violência, com o preconceito, com a homofobia, com a manipulação, mas vai voltar todo mundo pra casa. No fim das contas, é isso: milhares de manifestantes brasileiros vão retornar mais politizados para suas vidas e para a rede mundial de computadores. E estarão conectados. Todo santo dia.

E eu não consigo imaginar nada mais necessário.

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