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Archive for the ‘choro baldes (arte)’ Category

belchior socorro

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Meu Oscar 2015 para fotografia e trilha sonora.

Desses filmes que fazem valer a premissa de “quem não entende um olhar não vai entender uma longa explicação”.

(Todd Haynes / Carol)

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antes do amanhecer trilogia

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Ele nunca se parece com as músicas que compõe. Nesse documentário novo, do Miguel Faria Jr., observe. Um cidadão todo almofadinha, contido, num apartamento monocromático com vista para o mar. Você olha, olha e nada. Ouve aquele cara falar e nada. Fica procurando o poeta, palhaço, pirata. Que era bedel e era também juiz. Das lutas contra o rei e das discussões com Deus. E não encontra. Nunca aceitei o fato de que, desde jovem, Chico Buarque se expressa como um funcionário público e se veste como o tio da Sukita. Mas é o cara que compôs Apesar de Você. Repare que tem alguma coisa errada nisso aí.

O documentário é cuidadoso, é muito bem feito. Tem até umas cenas legais – aquelas em que ele não aparece. Maria Bethânia sorri para a câmera – me pego cantando, sem mais nem por quê. Adriana Calcanhoto sobe ao palco – e me sobe às faces e me faz corar. Carminho e Milton Nascimento fazem a gente querer largar tudo e ir sofrer baixinho debaixo da mesa – estrelas percorrendo o firmamento em carrossel – e é bonito e é triste quando, miraculosamente, Ney Matogrosso profetiza – eu te vi suspirar de aflição e sair da sessão frouxa de rir. Mas aí já é tarde. Todo mundo saindo da sessão aos soluços. O filme acaba, as luzes se acendem – me diz, agora, como hei de partir?

Minha teoria é de que Chico Buarque não existe, é o nome que deram a um vírus de laboratório. Aquele tio da Sukita que dá entrevista é um ator contratado para ilustrar as capas de disco, nunca compôs uma linha, só conta historinhas de sofá – ditadura, futebol, Marieta – faz uns 50 anos. Os sintomas do vírus são imprevisíveis – levam à bebedeira, apertam o peito, fazem chorar. O Brasil foi enganado por todos estes anos. O Chico de verdade mora num tubo de ensaio.

Já faz décadas que tentam criar uma vacina, um antídoto e nada: a epidemia voltou para fazer estrago. Recomendo o documentário, mas com moderação. Em caso de recaída, um médico deverá ser consultado.

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star wars

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“De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala, nem a falha no muro.”

(Maria Bethânia / Quem Me Leva os Meus Fantasmas)

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“Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma. Todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um pedaço de terra for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se tivesse perdido uma montanha ou a casa de um amigo, ou a tua própria. A morte de qualquer homem me diminui porque faço parte da humanidade. Por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti.”

Este parágrafo do texto Meditação 17, do religioso John Donne, séc. XVII, serviu de inspiração para o romance de Ernest Hemingway: Por Quem os Sinos Dobram, de 1940. Três anos depois, o livro virou filme e ganhou o Oscar. Depois, a obra foi traduzida para o português por Monteiro Lobato. Em 1985, a banda Metallica gravou uma música inspirada no tema e com o mesmo título: Por Quem os Sinos Dobram. No Brasil, Raul Seixas fez outra composição com este nome. O texto inspirou também a música Elegia, gravada por Caetano Veloso. Dentre outras releituras, em outros lugares, em outros idiomas.

Curioso é que tudo isso parecia estar mesmo previsto na própria obra Meditação 17, no terceiro parágrafo:

“Quando um homem morre, um capítulo não é arrancado do livro, mas traduzido para uma linguagem melhor. E assim deve ser. Deus emprega inúmeros tradutores: algumas peças são traduzidas pela idade, algumas pela doença, algumas pela guerra, algumas pela justiça, mas a mão de Deus está em cada tradução e Sua mão reunirá outra vez todas as nossas folhas espalhadas formando a biblioteca onde cada livro deverá permanecer aberto aos outros. Da mesma maneira que, quando o sino toca chamando para o sermão, não convida apenas o pregador, mas também toda a comunidade. Nos chama a todos, e ainda mais a mim.”

A influência do autor já virou a esquina do novo século e tudo conspira para perpetuar esta ideia de que as pessoas não morrem, de que cada um continua através dos que ficam. Como o próprio John Donne, que morreu sem ter publicado um único poema. Mas por quem, até hoje, os sinos continuam dobrando.

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por quem os sinos dobram

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Simbolizando todas aquelas oportunidades que a gente perde nessa vida.oportunidades que a gente perde na vida.

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faroeste caboclo twitter legiao urbana

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“Tudo é mais complicado do que você pensa, você vê apenas um décimo do que é verdade. Há um milhão de intertextos anexados a cada escolha que você faz, você pode destruir a sua vida cada a cada escolha, mesmo que leve 20 anos para perceber. (…) E, mesmo que o mundo continue por séculos e séculos, você está aqui por uma fração de uma fração de segundo. A maior parte de seu tempo é gasto depois de você estar morto ou quando você ainda não tinha nascido. Mas, enquanto está vivo, você espera em vão, desperdiçando anos por um telefonema ou uma carta ou um olhar de alguém. Ou alguma coisa para fazer tudo dar certo e isso nunca vem, ou parece vir, mas não vem realmente, então você passa seu tempo em vago arrependimento ou vaga esperança de que alguma coisa boa virá adiante, algo para fazer você se sentir conectado. Algo para você se sentir inteiro. Algo para você se sentir amado.”

(Charlie Kaufman / Sinédoque, Nova York)

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