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Archive for the ‘choro baldes (arte)’ Category

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“Esses edifícios que se sucedem sem nenhuma lógica demonstram total falta de planejamento. Exatamente assim é a nossa vida que construímos sem saber como queremos que fique. Vivemos como quem está de passagem por Buenos Aires. Somos os criadores da cultura do inquilino.”

“Todos os edifícios, absolutamente todos, têm um lado inútil, inservível, que não tem vista para lugar nenhum, a medianeira. Onde, às vezes, surgem soluções clandestinas, já que qualquer salvação é sempre clandestina: alguém fura e faz uma janela.”

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“Que me perdoem os clássicos, mas esse é o livro da minha vida. É a origem da minha fobia de multidões e criou em mim uma angústia existencial particular. Ele representa, de um jeito dramático, a angústia de saber que sou alguém perdido entre milhões.”

“Concluí que esses encontros são como combos do McDonald´s. Nas fotos tudo é melhor, maior e mais apetitoso. Cada vez que vou a um encontro sofro a mesma decepção que frente a um Big Mac.”

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“Há dez anos eu sentei na frente de um computador e tenho a impressão de que nunca mais levantei.”

“Tem coisa mais triste, no século XXI, do que não receber e-mails?”

“Gosto de pensar nas vitrines como um lugar perdido entre o que há do lado de dentro e o que há do lado de fora.”

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(Gustavo Taretto / Medianeiras)

 

 

 

 

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What If Movie

(Michael Dowse / Será que?)

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(Jason Reitman / Juno)

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“A humanidade está vivendo uma situação de apocalipse, entendendo a palavra apocalipse como revelação. Há algo desmoronando e há também algo que está nascendo. Nós escutamos o barulho do carvalho que cai, mas não escutamos o barulho da floresta que brota. Ouvimos o ruído das torres desmoronando, mas não escutamos a consciência que desperta. Em geral, falamos das coisas que fazem ruído, mas o importante é aquilo que não se ouve. É preciso prestar atenção às sementes que estão brotando.”

(Jean-Yves Leloup / A Arte da Atenção)

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“Quer conhecer o caráter de todos? Comece uma guerra.”

(Irène Némirovsky / Suíte Francesa)

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“O medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas.”

(Carlos Drummond de Andrade / Congresso Internacional do Medo)

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Como o Chaplin em Tempos Modernos, que sai da fábrica e continua apertando parafusos, eu me pego imaginando reuniões. Suponho mesas, suponho planilhas. Por exemplo, alguém concluindo que o Carnaval faliu, que a alegria faliu, que é hora de investir na tristeza. A equipe concordando. O assistente sugerindo a criação de um jingle para a tristeza, propondo usar uma rabeca. Rabeca é um instrumento medieval bem solene e fúnebre, precursor do violino, algo que a gente herdou do norte da África. É bom, mas talvez não seja melancólico o suficiente. Aí alguém sugere adicionar uns efeitos de ladainha católica, murmúrios de procissão sertaneja, monocórdios espirais de sacristia. Fica bom, fica histórico. Então, uma assessora argumenta que é necessário colocar uma letra na música. Escolhem um drama barroco: um soneto angustiado de Gregório de Matos, cheio de amor e ódio pela Bahia, num dilema entre as vaidades do mundo e as aspirações do Eterno. Um típico banzo do sagrado, lamentando a nossa humilde existência que evapora em 70 ou 80 anos no vazio da eternidade. E fica bonito, fica austero. Fica quase perfeito. Ninguém mais consegue imaginar nenhum elemento que pudesse tonar a coisa toda ainda mais dramática. Mas aí alguém sugere: e se a gente chamar a Maria Bethânia pra cantar isso?

Mortal Loucura – Maria Bethânia

A sugestão é aceita. Depois de selecionar tudo o que existe de trágico e pungente na Bahia, eles editam e está oficialmente criado o hino mais triste da Terra da Alegria. E decidem que vai tocar no rádio. Todos comemoram brindando com copos de plástico e reunião é dada por encerrada. Eles se despedem, vão embora. A sala fica vazia. E o estagiário apaga a luz.

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