
(Hércules / Disney)
Posted in choro baldes (arte), tagged Disney, donzela, falamarimiranda, mariana miranda, perigo, príncipe, princesa on janeiro 27, 2018| Leave a Comment »
Posted in books on the table (literatura), choro baldes (arte), tagged falamarimiranda, história, livro, mariana miranda, música on janeiro 24, 2018| Leave a Comment »
Minha mãe me apresentou uma música chamada Perto do Coração, de Nelson Ayres. Li que a canção seria inspirada no livro de Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem. Por sua vez, sei que o título Perto do Coração Selvagem foi inspirado por um trecho de um romance de James Joyce, que até virou epígrafe da obra: “Ele estava só. Estava abandonado, feliz, perto do coração selvagem da vida”. Foi Joyce quem escreveu Ulisses, uma adaptação do poema Odisseia, composta por Homero. E a Odisseia é uma releitura de lendas primitivas relativas à Ítaca, ilha do Mar Jônico. Elas originaram-se da união dos mitos dóricos e micênicos, repletos de criaturas fantásticas.
O que existe em comum entre todas essas obras? Uma certa fusão do humano com o animal. Nesta mitologia ancestral havia uma criatura que era metade humano e metade cavalo: o centauro. Em Homero, o centauro Quiron é sinônimo de força e coragem. O herói Heitor, mesmo não sendo visto com equino nenhum, é chamado “domador de cavalos” e um importante episódio histórico é a Guerra de Troia, onde uma enorme escultura animal surpreende por estar repleta de homens por dentro. Em Joyce, o cavalo é referenciado no azarão que, mesmo fraturado, vence a competição: “As únicas pessoas descentes que vi em locais de corrida eram cavalos”. Em Lispector: “Sentia o cavalo perto de mim, como uma continuação do meu corpo. Ambos respirávamos palpitantes e novos.” (1986, p. 75) Em outra obra da autora – onde o personagem, não por acaso, se chama Ulisses: “Existe um ser que mora dentro de mim, um cavalo preto e lustroso… inteiramente selvagem.” (1988, p.28)
Na História e na Literatura, o centauro representa o religamento do humano com o seu instinto, um retorno ao impulso, à essência, à verdade. É o regresso à Arcádia. Ouço Perto do Coração pensando neste monstro antigo. E lamentando, às vezes, a falta da outra metade.
Posted in books on the table (literatura), tagged aspa, em busca do tempo perdido I, falamarimiranda, literatura, marcel proust, mariana miranda, O Caminho de Swann, pensão do amor, trecho on janeiro 11, 2018| Leave a Comment »

“Mas, quando nada subsiste de um passado antigo, após a morte dos seres, após a destruição das coisas, apenas o cheiro e o sabor, mais frágeis mas vivazes, mais imateriais, mais persistentes, mais fiéis, permanecem ainda por muito tempo, como almas a fazer-se lembradas, à espera sobre a ruína de todo o resto, a carregar sem vacilações sobre a sua gota quase impalpável o edifício imenso da memória.”
(Marcel Proust / Em Busca do Tempo Perdido I – O Caminho de Swann, p.57)
Posted in books on the table (literatura), tagged falamarimiranda, hilda hilst, literatura, mariana miranda, poema, poesia on dezembro 6, 2017| Leave a Comment »
“Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo.
Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.”
.
(Hilda Hilst / Dez Chamamentos ao Amigo, uma série de poemas do livro “Júbilo, memória, noviciado da paixão”, de 1974)
Posted in choro baldes (arte), tagged canção, falamarimiranda, Leonardo Cohen, letra, mariana miranda, música, poema, poesia on novembro 30, 2017| Leave a Comment »

“Entre os milhares conhecidos
Ou que querem ser conhecidos
Como poetas
Talvez um ou dois
Sejam genuínos
E os outros são falsos
Percorrendo os sagrados recintos
Tentando parecer verdadeiros.
Nem preciso dizer
Que eu sou um dos falsos
E que essa é a minha história.”
(Leonardo Cohen / Milhares)
Posted in books on the table (literatura), tagged charles bukowski, falamarimiranda, Hino da Tormenta, literatura, mariana miranda, poema, poesia, Relógio na Parede on novembro 22, 2017| Leave a Comment »
“Eles acharam que eu tinha peito
Que não conhecia medo algum
Mas entenderam tudo errado.
Apenas é que eu estava com medo
de coisas muito mais importantes.”
(Charles Bukowski / Relógio na Parede, no poema Hino da Tormenta)
Posted in choro baldes (arte), tagged americana, clarie, falamarimiranda, house of cards, mariana miranda, minha vez, minissérie, série on novembro 6, 2017| Leave a Comment »
Posted in havaiana de pau (day life), tagged casa, cotiiano, day life, espaços, falamarimiranda, mariana miranda, rotina, vida on novembro 3, 2017| 1 Comment »
Uma vida resumida em:
– Vou renovar, abrir espaço na casa, as estantes estão pesadas. Já separei até uns livros para doar.
– Separou quantos?
– Dois.
Posted in choro baldes (arte), tagged azul, blue, cabelo, cinema, falamarimiranda, filme, mariana miranda on outubro 27, 2017| 2 Comments »

(Azul é a Cor mais Quente, 2013 / O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, 2004 / Scott Pilgrim contra o Mundo, 2010)
Posted in havaiana de pau (day life), vasto mundo (viagens), tagged ásia, caverna, falamarimiranda, internet, maior do mundo, mariana miranda, vietnã on outubro 24, 2017| 1 Comment »
A maior caverna do mundo foi descoberta recentemente no sudoeste da Ásia. Você sabia disso? Provavelmente, não.
Passei dias pesquisando sobre ela. Sei tudo sobre ela, perderia horas falando sobre ela. Mas, com quem? Quem quer saber sobre isso? Como se chama esse tipo de pessoa que não sabe NADA sobre cavernas e nem quer entender NADA sobre quaisquer crateras obscuras localizadas na remota fronteira entre o Laos e o Vietnã?? É um tipo de gente conhecida como: pessoa normal.
– Mas é um buraco de 5 quilômetros!
– Que bacana. Bora no cinema amanhã?
Talvez seja essa a solidão dos produtores de conteúdo e dos especialistas em geral, esse ofício ermitão de aprofundar conhecimentos sem nenhum eco na própria vida. Eu vivo mergulhada em dados aleatórios. Mês passado estudei sobe a relação dos pré-colombianos com a prata. Antes, sobre variações do gótico e do mouro na arquitetura manuelina.

Eu acho tudo tão interessante, gente. Acho o mundo fabuloso. E o quê dizer desta caverna? Vontade de contar para a humanidade o quanto ela é ma. ra. vi. lho. sa.
É isso.
Lamento informar, mas sobrou pra você, caro leitor:

A Hang Son Doong possui 3 milhões de anos.

Ela recebe apenas 250 visitantes por ano, em acampamentos turísticos que custam 3 mil dólares por pessoa.

São rios, praias e florestas tropicais debaixo da terra, inclusive com vida animal própria. Ela serviu de esconderijo na guerra do Vietnã e só não foi mais explorada por quê, segundo os nativos, produzia um uivo estranho que afastava os curiosos. É um ambiente que possui o próprio sistema meteorológico. Desde a sua descoberta, ficou conhecida como a Rainha Subterrânea.





Pronto. Eu precisava falar. Sinto que a existência volta a fazer sentido.
Obrigada a todos pela oportunidade. Pela compreensão. Retornamos agora com a programação normal. Voltem sempre.